sábado, 22 de março de 2008

The path

Esse é o nome da galeria subterrânea de Toronto. Alguns me perguntaram e resolvi falar alguma coisa sobre o assunto.

Alguns dados sobre o "The path":

  • 27 km de túneis.
  • segundo o Guinness é o maior complexo de compras subterrâneo.
  • 371.600 metros quadrados de lojas.
  • 1200 lojas
fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/PATH_(Toronto)

Eu não gostei de andar nesse caminho. Já me perco na superfície, nessa galeria então... não fui a lugar nenhum com intenção. Nos lugares que cheguei através dessa galeria foi por acaso.

Na própria wikipedia, eles dizem:
Building owners concerned about losing consumers to neighbouring buildings insisted that the signs not dominate their buildings, or their own signage system. The city relented and the result is the current system. Many complain that the system is hard to navigate.
Resumindo, o caminho interliga prédios e os proprietários dos prédios se preocupam em perder clientes para os prédios vizinhos caso o path seja bem sinalizado. Muitos reclamam da dificultade de "navegar". Fico contente em saber que não foi apenas eu.

Mais informações em português, neste link.

Último dia em Canadá

Fui arrumar as coisas pra fazer o "check out" no hostel (albergue). O inglês que estava no quarto na noite anterior já havia partido. Na segunda noite, havia um senhor que acho que era da Austrália. Tinha que registrar saída no hostel até 11 horas. Peguei as coisas e pedi pra deixar na recepção. Cobraram 2 dolares por bagagem e deixei 2 volumes. Parti sem plano de ir a algum lugar específico. Queria comprar algumas coisas, então resolvi caminhar por uma rua (Yonge St.) na qual havia várias lojas e ao mesmo tempo fui em direção à um museu que vi no mapa.

No último dia em Toronto e no Canadá, já não estava tão frio quanto no dia anterior. A temperatura nesse dia deve ter chegado a 10º C. Passei em algumas lojas, comprei algumas coisas e cheguei no museu. Não tinha intenção nenhuma de entrar no museu, pois não havia prestado atenção no nome do museu e pra mim se tratava de um museu pequeno qualquer. Quando vi o tamanho do museu e alguma fila na porta, foi que descobri que se tratava do Museu Real de Ontário (Ontário é a província/estado onde fica Toronto). Aí começou aparecer vontade de entrar, apesar do pouco tempo que teria para explorar o museu.

Fiz alguma "hora" em volta, tirei algumas fotos, fui comer um cachorro quente de salsicha de soja (pois não havia almoçado) e decidir se entraria ou não no museu. Meu vôo estava marcado para 22:40 e queria pegar as malas pelo menos 5 horas antes, ou seja, 17:40. Contando que gastaria pelo menos 1 hora pra chegar no aeroporto, ainda sobraria 1 hora para qualquer imprevisto no trajeto, como pegar veículo errado ou ele demorar. E ainda teria as 3 horas do check-in de vôo internacional.

Por fim, resolvi entrar no museu. Havia uma exposição de dinossauros. Tinha bastante gente no museu e quando eu saí, a fila estava dobrando o quarteirão, pois estava próximo do horário que cobravam metade do valor. O museu é interessante, pena que tive que ver tudo rapidinho e acho que fiquei menos de 3 horas lá.

Após sair do museu, outra dúvida: pegar o metrô para ganhar tempo ou voltar caminhando. Acho que levei mais de hora até chegar ao museu, mas também foi porque entrei em várias lojas. Resolvi pegar o metrô, mas entrei acabei ficando meio perdido no labirinto subterrâneo chamado "The Path" e fui andando mesmo. Passei no Future Shop, que é uma loja de eletrônicos, para ler meu e-mail e ver se tinha resposta a respeito de uma encomenda. Passei também no Eaton Centre, que é um shopping já bem perto do hostel, pra mais algumas compras. As 2 horas que tinha para deslocamento até o aeroporto acabou virando 1.

Peguei as malas e fui para a estação de metrô King. Peguei 2 trens até chegar onde deveria pegar o ônibus. O sol já estava se pondo e daria belas fotos se eu tivesse tempo pra ficar lá. Fui caminhando para o lado errado e vi o ônibus que eu deveria tomar passando para encostar no ponto e quase o perco. De dentro do ônibus consegui tirar algumas fotos do pôr-do-sol, mas as janelas estavam tão sujas e era impossível conseguir um foco legal.

Cheguei ao aeroporto cerca de 3 horas antes e antes de fazer o check-in fui organizar minhas malas. Já que eu não precisaria sair mais pela rua carregando as bagagens, resolvi aliviar o peso das 2 mochilas e colacar em 2 malas pra serem despachadas. Abri as malas no meio do aeroporto mesmo e ajeitei tudo. Fui para o check-in e me informam que o vôo que era para sair 22:40, iria sair apenas 1 da manhã. Pelo menos já avisaram logo e esperei tranquilo, fazendo alguns lanches e gastando os dólares canadenses que restaram.

O vôo de volta foi tranquilo e bem menos frio que o vôo São Paulo/Toronto. Na ida, nem dormi direito de tanto frio que estava sentindo. Do meu lado não havia ninguém. Nos 4 vôos da aircanada que peguei, comecei a assistir uns 5 ou 6 filmes e acho que não terminei nenhum. Uns 2 assisti boa parte, mas não cheguei até o final. Acaba dormindo antes. Um deles é sobre Bob Dylan, que está estreiando essa semana nos cinemas de Brasília e o outro é recente também: O assassinato de Jesse James, com Brad Pitt e teve algumas cenas filmadas em Canmore, Rocky Mountais. Nem sabia desse último detalhe, mais ao ver algumas montanhas imaginei que fosse e fui pesquisar e confirmei.

terça-feira, 18 de março de 2008

O blog continua...

Pessoal,

não é porque eu já voltei do Canadá que não vou mais atualizar o blog. Pretendo contar mais algumas histórias do que vivi e contar alguma coisa sobre a volta. Cheguei em São Paulo no dia 15/03 (sábado) e no mesmo dia peguei um vôo para Brasília. Depois conto os detalhes. Por enquanto, sugiro que dêem uma olhada neste link. É um artigo do terra magazine escrito por Rafael Prada, o mesmo que mantém o blog http://vivendoemvancouver.zip.net, que acho que já indiquei aqui. Achei interessante e vale a pena dar uma olhada.

Outro link interessante: Escada de 3 quilômetros. Esse último, foi postado no site Vancouver para brasileiros, que possui dezenas de posts que consultei antes de ir para Vancouver e enquanto estava lá. Mas o site tem tanta informação, que ainda não havia lido esse. Ele fala da trilha para subir Grouse Mountain e conta com várias belas fotos do local no verão/outono.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Toronto

Hoje pela manhã estava muito frio aqui. Com certeza estava abaixo de zero e estava nevando. Sai para a CN Tower, que é um dos pontos turísticos mais famosos de Toronto e fica bem próximo de hostel. Quase desisti por causa do frio. Fiquei procurando para ver se achava alguma indicação das ruas subterrâneas que ouvi falar que tinha aqui. Não achei nenhuma indicação clara, mas resolvi entrar em um lugar onde todos estavam entrando. Era o que eu procurava e apenas bem depois, já no meio da tarde, foi que descobri que se chama "the path". O lugar parece um shopping, com várias lojas e pra quem não conhece é fácil se perder. Fui andando e acabei chegando no Hockey Hall of Fame, olhei apenas por fora. Não me interessei em pagar para entrar.

Depois de bastante tempo acabei chegando ao CN Tower. É uma torre de transmissão que também tem um ponto de observação de toda a cidade. Dizem que é o ponto de observação com mais alto do mundo (alto em relação altura e não altitude). O elevador sobe muito rápido (22 km/h), até uma base circular. Quem quiser pode pagar para ir apenas até esse ponto e quem quiser subir mais, até o chamado sky pod (equivalente a mais 30 andares) deve pagar mais. Paguei $ 29 pelo pacote completo. Fui também ao glass floor, que é um chão de vidro onde podemos ficar em cima. Dizem que em dias claros pode-se ver Niagara Falls que fica à 70 km. Mas estava nublado.

Além disso, alguns pontos turísticos vi apenas por fora, como o Skydome, que é bem ao lado da CN Tower. Passei ao lado de alguns outros e de várias igrejas com arquitetura interessante. Passei bastante tempo andando na rua (externa) e me perdendo no "the path". Acabei achando um mapa do tal, onde descobri o nome e a informação que ele é a maior galeria subterrânea do mundo (ou algo do gênero).

Após lanchar várias vezes em lojas da Tim Hurtons, que é uma rede de cafés, apenas hoje descobri que os copos podem me dar prêmios. Tinha visto sobre esse prêmios, mas não tinha a menor idéia de como era o processo, até que vi um cara abrindo a borda do seu copo. O prêmio máximo é um carro da Toyota. Já na primeira vez que tentei, ganhei outra bebida. No caso tinha pedido um chocolate quente, é o que tenho pedido sempre ultimamente, porque o café aqui não é bom e o capuccino também é bem ralo.

De noite fui andar mais e por volta de 10 pm estava menos frio do que 10 am. Os termômetros na rua marcavam 2C.

Amanhã pego o avião de volta, ou melhor, hoje porque aqui já é dia 14.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Chegada em Toronto

Fui de ônibus para o aeroporto de Vancouver. Vi quando o avião começou a manobrar na pista, mas já estava cochilando antes que ele decolasse. Foi tranquilo o vôo. A Aircanada não fornece lanches nos vôos domésticos, nada para comer. Apenas bebidas. Eles vendem comida. Pedi um sanduíche vegetariano e paguei $6. Acho bem caro, mas já cheguei a pagar $12 no hotel em Kananaskis. Estava com fome e não tinha opção.

Cheguei no aeroporto quase 6 pm. Toronto está 3 horas a frente de Vancouver, portanto foram pouco mais de 4 horas de vôo. Esperei um pouco pela bagagem e fui ao balcão de informações para saber como chegar ao hostel. A senhora foi muito educada e até anotou pra mim o ônibus e o metrô que tinha que pegar. O serviço nesse centro de informações é voluntário e acho que ele recebem apenas doações. Peguei 1 ônibus até a estação de metrô, peguei um metrô para leste e depois tive que mudar e pegar um para sul. Depois disso foi andar um pouco, o que com as malas se torna um grande esforço. Paguei $2,75. De táxi provavelmente pagaria uns $50 no mínimo. O aeroporto é distante uns 27 km do hostel.

Ontem, quando fui na homestay, o brasileiro me falou que pagou $16 de táxi para a homestay. Quando eu fui de ônibus, tive que comprar um passe de $9, porque não tinha o dinheiro trocado. Caso tivesse, teria pago $2,5.

O extensão do trem do metrô de Toronto é bem maior do que o de Vancouver. Umas 4 ou 5 vezes maior, no mínimo.

Toronto está bem mais frio. Andando pela rua, vejo gelo para todo lado. Nas calçadas, eles retiram o gelo para fazer o caminho para as pessoas passarem. Agora (23 horas) pela internet está indicando -6C. Quando estava vindo com as malas, estava apenas com um casaco básico e não senti frio. Depois, fui dar uma volta, com uma blusa a mais e tava bem frio. Mas não imaginava que estava -6C.

Estou em um hostel: hi hostel. É a primeira vez em hostel. Quando entrei no quarto, não tinha ninguém e achei que seria o único hóspede de 1 quarto com 2 beliches. Menos de 5 minutos depois chegou um cara vindo da Inglaterra e já foi se aprontar pra dormir, pois disse estar muito cansado. Estou gostando do ambiente do hostel. O quarto é que é bem pequeno. Já encontrei um brasileiro aqui e quando estava aqui no lobby usando a internet, chegou um senhor conversando em português (do Brasil) com outra pessoa.


Chegada em Vancouver

Olá pessoal,

Retornei à Vancouver no dia 11/março, por volta das 4 da tarde. Dei entrada e deixei as coisas no hotel (Kingston) e ainda fui na homestay onde estava para falar tchau e encontrei o novo aluno, que também é brasileiro e se chama Fábio. Até deu tempo de passar em um parque (na verdade, é mais uma praça) que fica bem de frente a homestay. Nunca havia passado por lá. Depois fui à um pub chamado Cambie.

Hoje, 12/março, tenho que pegar o vôo para Toronto às 10:30 da manhã. Na sexta-feira, 10:40 pm pego o vôo para São Paulo.


segunda-feira, 10 de março de 2008

Deixando Rocky Mountains

Ontem, 9/mar, a excursão deixou o hotel e fomos tomar café no restaurante chinês onde foi a janta do dia anterior. Visitamos lagos completamente congelados: Emerald Lake e Lake Louise. Andei sobre o gelo nesses lagos. No primeiro, não estava devidamente agasalhado e senti bastante frio. Já no segundo estava um pouco frio, mas fiquei mais de hora andando sobre o lago e tirando fotos do lugar, que é rodeado por montanhas. Senti falta foi de óculos escuros, que havia deixado no ônibus, pois o reflexo do sol na neve incomodava a vista.

Almoçamos na cidade de Banff, em um restaurante coreano. Meu prato estava bom, era um monte de vegetais e legumes que tinha que misturar bem com um molho picante. Fomos até alguns mirantes de Banff e depois fomos para o hotel Delta Lodge Kananaskis, que foi "sede" de um encontro do G8 em 2002. No hotel usei a academia e a piscina aquecida. Encontrei pelo menos 2 brasileiros que trabalham temporariamente no hotel, como parte de um programa de estudo/trabalho.

10/mar: acordei cedo e fui aproveitar a academia e a piscina (meia hora apenas), depois tomamos um bom café no hotel e partimos para Canmore. Visitamos o centro de informações e fomos para o que o guia chamava de "Health Nutrition Center". Maior programa de índio. Esse centro não passa de um loja, onde não vi mais que 10 produtos diferentes. O programa consistia de assistir uma palestra de uns 20 minutos segundo o guia, mas em coreano. Fiquei pouco mais de 5 minutos, não querendo fazer a falta de educação de sair, mas acabei saindo. Não fazia o menor sentido ficar lá ouvindo aquilo. Fui tirar fotos das montanhas em volta da cidade, que parece cercada por elas. Depois fomos almoçar no mesmo restaurante coreano de Banff do dia anterior, mas hoje meu prato veio frio, mas estava bom também.

Depois do almoço, tivemos cerca de 1 hora livre em Banff e depois fomos para uma gôndola, onde pagamos 27 dólares canadenses para subir, mas a visão lá de cima vale a pena. Pena que não pudemos ficar muito tempo curtindo o visual, pois o tempo que o guia nos deu foi curto. Depois, pegamos o ônibus e já iniciamos o caminho de volta para Vancouver. Andamos por 2 horas e fomos para o restaurante chinês de sempre para jantarmos. Mais 1 hora de ônibus e chegamos até o hotel por onde passamos no primeiro dia, Glacier Park Lodge, que é onde apareço na foto do post anterior sob a neve. O hotel fica próximo à Rogers Pass e quando chegamos hoje estava nevando também, mas nem deu para tirar fotos, pois logo depois parou.

sábado, 8 de março de 2008

Rocky Moutains

Olá Pessoal,

Passei um tempo sem postar, mas é que tava muito corrido aqui.

Resumindo os últimos dias:

dia 5/3 (quarta): fui ao Harbour Center e tirei várias fotos do pôr-do-sol e da cidade de noite. Após isso, fiquei até altas horas preparando para a última apresentação na escola, que valia nota.

dia 6/3 (quinta): última avaliação na escola e AuBar, onde a maioria era brasileiro e acreditem, tocou até "Ilerie" da Xuxa.

dia 7/3 (sexta): Cheguei mais ou menos meia hora atrasado para a primeira aula, que na verdade era apenas jogar "scramble" e havia apenas uma aluna. Foi o dia da cerimônia de encerramento na escola e fui ao Pub Moose Down Under (tentem imaginar o que significa). Depois do pub, fui arrumar as malas, que nem havia começado. Descobri que trouxe um monte de coisa que nem usei. Talvez entre calça e blusas, tenha usado pouco mais da metade. Fiquei até umas 2 am arrumando as coisas e tive que levantar 6 am.

dia 8/3 (sábado): levantei por volta de 6 am, pois deveria estar no centro da cidade de onde partiria o ônibus para Rock Mountains às 7:30. Nem despedi da Evelyn e do Larry, estavam dormindo. Vou tentar passar lá quando voltar, pra dizer tchau, ou pelo menos ligar. Foi um sofrimento carregar 1 mala grande, um mochila meia grande (44 L) que comprei aqui e a minha mochila preta que está estragando todos os "zipers". Todas praticamentes no limite de carga. A mala grande, está pesando quase 30 kilos e por vezes tinha que carregá-la, pois usar as rodinhas em piso irregular dá mais trabalho, pois ela tende a capotar. Passou um ônibus por mim quando estava a poucos metros do ponto e esperei uns 5 ou 10 minutos pelo próximo, já sabendo que chegaria atrasado ao local em que deveria pegar o ônibus da excursão. Cheguei uns 10 minutos atrasado e estavam apenas esperando por mim.

Sobre Rocky Moutains: o que sei até agora, é que é uma cadeia rochosa (acho que é esse o termo) , que se estende do Canadá, passando pelos Estados Unidos e chegando até uma parte do México. No Canadá é chamada de "Canadian Rockies" e os parques nacionais de Banff e Jasper estão dentro dessa região. Acho que são os 2 parques mais famosos na região de Rocky Mountains dentro do Canadá. Nos Estados Unidos, Yosemite e Yellowstone (parque onde vive o Zé Colméia) fazem parte da cadeia.

Nesse tour não vamos à Jasper, mas vamos até Banff. A estrada entre as 2 cidades, Icefields Parkway, é considerada umas das mais bonitas do mundo. Até agora, nem chegamos à Banff e estou achando a paisagem da estrada maravilhosa (não é a Icefields). Vi muito gelo pelo caminho e até tirei foto do "snowing". Estou na cidade de Gonden -BC (ver mapa) neste momento, no hotel Prestige. Se fizerem um zoom no mapa, vão ver os parques de Banff e Jasper. Aqui estamos uma hora a mais em relação à Vancouver e neste sábado está iniciando o "daylight saving time" aqui (equivalente ao nosso horário de verão), portanto, a minha diferença para o horário de Bsb cai de 5 para 3 horas.

Nessa excursão, a maioria absoluta é de japoneses ou coreanos. Tem 2 mexicanos e contando comigo 2 brasileiros. O guia, às vezes explica as coisas em inglês e coreanos e muitas vezes fica falando apenas em coreano. No pacote, estão inclusas 10 refeições. Até agora foi 1 almoço e 1 janta, que foram em restaurantes coreano ou chinês. No almoço, os latinos pedimos sanduíche em vez do prato tradicional, pra mim sem o hamburger, logicamente. No jantar, fiquei em uma mesa com vários orientais. Primeiro servirão uma coisa que cheirava ovo podre de longe. O mexicano que sentou do meu lado, disse que nem percebeu que tinha ovo. Pra mim, veio um monte de tofu com broto de feijão do qual não comi nem metade. Tinha também arroz e outros vegetais. Estava bom (quero dizer, comi numa boa), mas já estou meio enjoado desse tipo de comida, pois é praticamente a comida da minha homestay e não sou tão fã de tofu e do molho que acompanha esses vegetais. A forma como esses coreanos (e também o pessoal da minha homestay) comem é bem "unpolite". They slurp to eat. Slurp, acho que não tem sinônimo em português, mas significa comer ou beber fazendo barulho, quando , por exemplo, estamos tomando algum líquido quente.

Debaixo de neve pela primeira vez.







terça-feira, 4 de março de 2008

Cópia

Pessoal,

Colei abaixo um post retirado do endereço
http://www.blogsantista.com.br/rafael/index.php
para que vocês saibam mais sobre a cidade e sobre o time de hockey daqui.

Santos, Canucks e a nossa média de público

Amigos,

Hoje, inicio, com toda a minha pretensão, uma série que vamos chamar de "Exemplos do Canadá". A idéia é comparar, sem esbarrar no absurdo, as administrações do Santos atual com a do Vancouver Canucks, time de hockey da cidade onde moro atualmente.

A junção dos fatos (Santos, administração, Vancouver) soa descabida, mas vou fazer do mesmo jeito porque, no final das contas, não será e vocês verão. Nosso primeiro assunto será a Vila Belmiro, o GM Place (hein?) e a média de público santista, que tem beirado o ridículo nos últimos anos e com tendência de queda, como já mostrei em outro post.

A cidade de Santos, de acordo com o último levantamento feito pelo IBGE, possui 418.436 habitantes. A cidade de Vancouver, onde moro atualmente, tem 611.869 residentes, segundo o Centro de Estatísticas da Província de British Columbia. Ou seja, estamos longe de uma diferença muito grande.

Dito isso, vou direto ao ponto que quero chegar. A arena do Vancouver Canucks, GM Place, foi construída em 1995 em parceria com a General Motors do Canadá. Ao custo de CDN$ 160 milhões, também era usada pelos Grizzlies (franquia de basquete) e pela NLL (National Lacrosse League).

Casa moderníssima, possui quatro enormes telões centrais e painel eletrônico que circunda toda a parte interna do estádio. Combinados, dão suporte para os mais de 45 patrocinadores que o time possui para a atual temporada, que está quase chegando aos playoffs.

Com capacidade para 18.630 torcedores, tem o tamanho parecido com o da Vila Belmiro. Com a diferença de que conta 88 luxuosos camarotes, 12 enormes salas para receber convidados e 2.195 lugares especiais (e muito caros!)

Os Canucks, febre da cidade e time que mudou para atrair ainda mais os turistas e moradores de outras nacionalidades, nunca conquistaram sequer uma Stanley Cup. No máximo, um título da Conferência Oeste e alguns títulos da Divisão Noroeste. Não chega aos pés do Santos...

E, enfim, chegamos ao ponto. Sabem qual média de público dos últimos 206 jogos dos Canucks? Exatos 18.630 pagantes. Isso mesmo, TODOS os ingressos foram vendidos duzentas e seis vezes seguidas. O recorde foi atingido na última quarta-feira, quando, aliás, estive presente. Nem é preciso dizer que a arena também abriga shows e eventos.

O ponto que mais me "irrita" no sucesso canadense é que tudo isso foi construído em cima de marketing, não de títulos, que são essenciais, mas não são tudo na vida de um clube, como o próprio Canucks comprova.

Ah, um pequeno detalhe: os ingressos aqui não custam R$15 ou R$30. O mais barato parte de CDN$ 49,25 e pode chegar até a CDN$ 500. O que mostra, claramente, não se tratar de dinheiro o problema, mas sim da falta de incentivos e ações que atraiam o público. Mas isso é assunto para a parte dois da nossa série "Exemplos do Canadá".

Grande abraço,

Rafa Prada

Está acabando...

Pessoal, restam poucos dias de Vancouver e ainda tinha muito lugar interessante pra conhecer.

Hoje voltei da escola andando. Foi uma boa caminhada, meio cansativa principalmente porque a mochila estava um pouco pesada. Passei por lugares diferentes do que estava acostumado.

Depois de uns 15 minutos em uma ligação telefônica ouvindo "musiquinha" (é, aqui também tem isso), mudei meu vôo para Toronto. Seria no dia 8/3, foi para dia 12/3. Amanhã pretendo ir em uma agência de turismo fechar um pacote pra ir conhecer Rocky Mountains. Tem um cara que trabalha nessa agência que é brasileiro e ele me disse que a maior parte das pessoas que vão na excursão geralmente são coreanos. Justamente hoje, um professor da escola tava me contando de uma excursão para o mesmo lugar, onde só foram coreanos e inclusive o guia falava em coreano. Segundo ele foi uma experiência traumática. Mas, não tenho opção, foi a melhor forma que encontrei de ir prá lá.

A excursão sai no sábado e volta na terça, quarta pego o vôo para Toronto e sexta de noite Toronto/Sampa.

Outra coisa que existe aqui também: apesar do transporte público ser muito bom, na minha opinião, nos horários de rush ônibus e metro andam lotados. Com gente em pé até não caber mais e no ônibus o motorista pede pra espremer mais um pouco.

domingo, 2 de março de 2008

Capilano

Hoje, minha intenção era ir à Capilano Suspension Bridge. Para quem viu as fotos de uma ponte suspensa no flickr, aquela é do Lynn Park. A ponte do Capilano é bem mais extensa e mais alta. Imagina o quanto deve balançar!

Assim como ontem, tinha que pegar 3 ônibus para ir. Os 2 primeiros eram os mesmos e apenas o último diferente. Embora tivesse anotado o cruzamento em que deveria descer, pedi ao motorista do último ônibus para me avisar quando chegasse na Capilano Suspension Bridge. Daí, não sei se ele esqueceu ou se confundiu, mas eu percebi que o cruzamento havia passado e vi uma placa dizendo alguma coisa de Capilano. Até me decidir se descia ou não, já tinha passado alguns pontos até que desci uns 3 pontos acima (era um morro). Sai do ônibus e voltei onde vi a placa abaixo.


Fui seguindo a estrada e encontrei algumas trilhas. Nessa entrada não tinha mapas, como geralmente tem nos outros parques. Então fui seguindo algumas trilhas e indo em direção ao norte, quando deveria ter ido em direção ao sul para chegar na ponte suspensa. Vi o rio Capilano, passei por algumas pontes, um criadouro de salmão, vi a queda da Cleveland Dam (represa do Capilano Lake), subi por uma trilha até o próprio Capilano Lake. Onde fica uma outra entrada para o parque, a principal eu acho, e onde havia folders com mapas das trilhas. Achei tarde. Apenas quando peguei o ônibus na volta (que faz caminho diferente do outro), quando ele passou na entrada da Suspension Bridge, foi que percebi que estava bem perto de onde comecei as trilhas.

Quando sai do parque Capilano, ainda faltava algum tempo para escurecer, continuei subindo o "morro" pra ver onde dava. Cheguei até o ponto final do ônibus, que é onde se pegue o teleférico para Grouse Moutain. Fui ver a trilha para subir a pé e como eu já sabia, estava fechada.

Mas valeu a pena, porque vi lugares belíssimos também e não tive que pagar pra entrar na ponte. Ainda queria ir na ponte, mas acho que não vai dar.

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Cleveland Dam

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Vista de downtown Vancouver

Lynn Canyon Park

Ontem fui ao Lynn Canyon Park. Coloquei algumas fotos no flickr, mas algumas ainda tenho que girar 90 graus.

Ontem também foi a primeira vez de algumas coisas:
- andei no SeaBus;
- starbucks
- NightBus
- downtown de noite

Agora pretendo ir à outro Park, por isso o post vai ser curto. Tenho que aproveitar porque está acabando.